Por muito tempo, aprendemos — direta ou indiretamente — que existe uma idade certa para tudo.
A idade certa para escolher uma profissão.
A idade certa para construir uma família.
A idade certa para estudar, mudar de carreira, começar um projeto.
E, quando essa suposta “idade certa” passa, muitas pessoas começam a acreditar que alguns sonhos também deveriam ficar para trás.
Mas será que é realmente assim?
A história da Fábia, que compartilhou sua trajetória no podcast Tô indo ali juntar meus cacos, mostra que não.
Depois de dedicar grande parte da vida ao trabalho, aos filhos e aos netos, Fábia decidiu olhar novamente para um sonho que ainda estava vivo dentro dela.
Foi quando se encantou pela Libras.
Em vez de pensar que já era tarde para começar algo novo, ela decidiu estudar. E foi além: conquistou uma vaga na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), onde atualmente cursa Tradução e Interpretação da Libras e Português.
Sua história traz uma reflexão poderosa: algumas vontades não desaparecem com o tempo. Elas apenas esperam o momento em que teremos coragem de escutá-las.
Recomeçar não significa apagar tudo o que vivemos antes. Pelo contrário. Cada experiência, cada escolha e até os caminhos que não deram certo fazem parte da pessoa que somos quando decidimos começar novamente.
Recomeçar também é recuperar a confiança em si mesma
Foi justamente sobre esse encontro com quem somos e com aquilo que desejamos que a conversa se aprofundou.
Ao lado da Fábia, também recebi Hojana, escritora e mentora em inteligência emocional, para falar sobre autoconhecimento, coragem e os caminhos para construir uma vida com mais clareza, propósito e confiança.
Porque, muitas vezes, o que nos impede de realizar um sonho não é a falta de capacidade.
É a falta de confiança.
É o medo do julgamento.
É pensar que já passou o nosso momento.
É olhar para outras pessoas e acreditar que estamos atrasadas.
É deixar que a imagem que construímos de nós mesmas seja determinada pelas expectativas dos outros.
Por isso, autoestima não é apenas gostar daquilo que vemos no espelho.
É reconhecer quem somos, nossas conquistas, nossa história e também nossa capacidade de mudar.
E a imagem tem um papel importante nesse processo. A forma como nos apresentamos ao mundo pode refletir a nossa identidade, mas também pode acompanhar momentos de transformação e fortalecer a maneira como nos percebemos.
Educação também é uma forma de recomeçar
A trajetória da Fábia também mostra o poder transformador da educação.
Voltar a estudar, entrar em uma universidade e aprender algo completamente novo exige coragem — principalmente quando já construímos uma vida inteira seguindo outros caminhos.
Mas talvez seja justamente essa experiência de vida que torne esse novo capítulo tão especial.
Não existe idade para aprender.
Não existe idade para descobrir uma nova paixão.
Não existe idade para se reinventar.
Existe, sim, o momento em que decidimos parar de perguntar “será que ainda dá tempo?” e começamos a perguntar:
“E por que não agora?”
Talvez o sonho que você deixou para depois ainda esteja esperando por você.
E talvez recomeçar não seja voltar ao início.
Talvez seja simplesmente continuar a história de um jeito diferente.
Assista ao episódio completo
Eu converso com a Fábia e a Hojana em um episódio muito especial do Tô indo ali juntar meus cacos, sobre recomeços, autoestima, inteligência emocional, educação, coragem e a importância de recuperar a confiança em nós mesmas.
Uma conversa para quem já pensou que era tarde demais para alguma coisa — e talvez precise apenas se lembrar de que a sua história ainda está sendo escrita.
Assista ao episódio completo no YouTube:
Tô indo ali juntar meus cacos
Histórias reais. Dificuldades reais. Recomeços possíveis.
Porque todo mundo quebra em algum momento. Mas ninguém precisa juntar os próprios cacos sozinho.
Apresentação:
Camila Pastro
@camila_pastro | @toindoalijuntarmeuscacos

